Guia de Ruby do Why e Autospec-notification

Posted by Equipe 1up4dev on abril 27, 2009

O comovente guia de Ruby do Why

Este livro é sensacional e demonstra exatamente o espírito do Ruby: papo de programador.

O livro é bem divertido. As tirinhas das raposas são ótimas. Várias pessoas contribuíram com a tradução para pt-br que está disponível no Github.

Leitura obrigatória. Chunky bacon!

Autospec-notification

O Autospec é um script gerado pelo RSpec que utiliza o Autotest para rodar os testes automaticamente a cada alteração no código.

Unindo o útil ao agradável, foi criado o Autospec-notification, que exibe as notificações do autospec no desktop.

Para instalar, comece pela gem ZenTest:

sudo gem install ZenTest

No linux, instale o Libnotify:

sudo apt-get install libnotify-bin

Agora instale a gem do autotest-notification:

sudo gem install carlosbrando-autotest-notification --source=http://gems.github.com

Ative o autotest-notification e rode o autospec no seu projeto:

an-install
script/autospec

O código está no Github. Escreva seus testes e divirta-se!

Agilidade é a buzzword do momento 3

Posted by Rodrigo Panachi on abril 22, 2009

Nos últimos anos o mercado de TI cresceu exponencialmente. Surgiram desde pequenas empresas especializadas em construir websites até monstruosas fábricas de software com seus contratos milionários. Algumas com orçamento limitado outras com dinheiro jorrando pelos canos. Umas com problemas por falta de organização outras com problemas burocráticos. Bons profissionais vs. equipes de sobrinhos, habilidade técnica contra enxurradas de documentos… muito fracasso, pouco sucesso.

A meta é coletar as moedas até conseguirmos uma estrela

Surgiram muitas empresas especializadas em desenvolver software ou que têm um software como produto principal. Normalmente, essas empresas se preocupam apenas em satisfazer os investidores e se esquecem dos clientes. Focam em vender e deixam a qualidade de lado. Prezam pela imagem e ignoram os problemas.

É uma triste realidade que essas empresas tenham mais executivos do que programadores. Como diz o Luli Radfahrer, executivos são aqueles seres que se vestem com um pensamento fracassado, usam uma linguagem própria sendo uma mistura de termos que só eles entendem e 20% de palavras em inglês… não vivem os problemas reais da empresa. É como se estivessem em outro mundo: Mario World!

O mundo dos executivos: nuvens sorrindo

A maioria das empresas que têm problemas com desenvolvimento de software ainda estão vivendo na década de 90. Internet ainda é uma palavra assustadora. Programador é apenas um funcionário que sabe o que significam siglas de informática e sabem mexer no computador. Mudança ainda é encarada como algo arriscado, que deve ser planejado, estudado e aprovado pelo presidente, diretoria e gestores. A palavra da vez é processo e seu fiel companheiro é prazo. A burocracia é uma amiga que garante que as coisas não fujam de controle. Nesse cenário não há como fugir do waterfall.

O maior problema do waterfall são os papéis: cada um com sua “especialidade”. Alguém determina que um infeliz funcionário vai ser responsável por “levantar requisitos”. Faz um cursinho de UML e começa a escrever uma quantidade sem fim de Casos de Uso sem ter noção alguma do que seu trabalho afeta no processo. Então a “equipe” começa a ter muito “retrabalho”, uma vez que os clientes não estão satisfeitos com o que está sendo entregue. Logo percebem que devem fazer o “levantamento” mais detalhado e passam a engessar ainda mais o processo com reuniões, assinaturas, etc. Conclusão: tempo e dinheiro desperdiçados e nenhum resultado satisfatório.

Seu trabalho é digitar xxx a cada 108 segundos

Meu trabalho é digitar 4 8 15 16 23 42 a cada 108 segundos

Falta de foco? Profissionais não qualificados? Processo falho? Não apenas isso: não há comunicação, não há troca de experiências. O waterfall favorece o aparecimento da síndrome do funcionário público: “eu sou gerente: eu córdeno, não preciso saber programar”. As decisões geralmente são tomadas por uma única pessoa. Os projetos seguem o modelo de construção civil. Os profissionais se acomodam pois não veem perspectiva, não conhecem o processo completo, não são ouvidos e por isso não são valorizados.

O foco destas empresas está longe de ser tecnologia. Se concentram em suas buzzwords, processos e reuniões e se esquecem do produto, ou seja, o software. Focam mais na solução do que no problema. Fazendo uma analogia, essas empresas são como um barco furado, onde está entrando água mas há pessoas com baldes para retirá-la e mantê-lo flutuando. Se a agua subir muito, contratam mais pessoas para operar os baldes. Enquanto isso, os executivos ficam acenando como se nada tivesse acontecendo. Quando perguntam se há algum problema, nenhum fdp infeliz tem coragem para falar que o problema é o furo no barco!

As empresas que focam em tecnologia e nos profissionais, tipo o Google ou a 37signals, estão se dando bem e mostrando que agilidade não é apenas mais um processo… é algo real e que funciona!

Agilidade é sair fazendo as coisas de qualquer jeito

Diante do cenário caótico das empresas, um grupo de profissionais organizou um movimento a fim de unificar as práticas bem sucedidas e tornar o processo de desenvolvimento mais produtivo e pragmático: o manifesto ágil. Quem freqüenta esse blog sabe que nós somos fãs e seguidores das práticas ágeis, não porque somos fanáticos e acreditamos somente em uma verdade absoluta, mas por que já sofremos muito com projetos e empresas fracassadas, vivenciamos os problemas que compartilhamos neste blog, passamos noites em claro corrigindo código escrito por maus profissionais, acumulamos horas em reuniões suficiente para tirarmos brevê, tivemos que negociar com cliente, com o chefe, fazer entrevista, contratar, gerenciar, analisar, programar, testar… nós sofremos os problemas do waterfall na pele!

O termo agilidade é bem popular atualmente: “precisamos agilizar nosso processo de desenvolvimento”. Como divulgação do manifesto ágil é algo muito positivo, pois mais pessoas podem conhecer e utilizar as práticas ágeis. Mas, como toda fama tem seu lado negativo, não seria diferente neste caso. Muitos profissionais “gafanhoto” estão utilizando esse termo como alavancagem profissional. Já tem gerente falando que RUP é ágil, arquiteto defensor de modelagem UML ágil, diagrama ER ágil, modelo de dados ágil, caso de uso ágil, cronograma ágil, etc. Ou seja, estão distorcendo totalmente o propósito e a filosofia da agilidade.

Como disse o Chapiewski, os programadores estão querendo ir direto para a sobremesa e esquecendo de comer seus vegetais. Agile é muito mais do que desenvolver iterativamente, fazer stand-up meetings e planejamentos ágeis. Não dá para ignorar todas as práticas de engenharia de software que realmente fazem com que a produção e mudanças em softwares sejam ágeis, sem contar todos os princípios e práticas que fazem uma diferença enorme.

O mercado que não é bobo já percebeu esse movimento migratório e lançou seus cursos de “Gerenciamento de projetos ágeis com MSProject”, “Desenvolvendo aplicações web com agilidade”, “Aprenda a programar com JUnit e TDD”. Não demorou muito para que uma massa de desenvolvedores colocasse o termo ágil em seus currículos. Pretensiosos demais em achar que um cursinho qualquer pode ensinar todo conceito e técnicas ágeis catalogadas por profissionais com décadas de experiência em desenvolvimento de software.

“Estou aprendendo Ruby on Rails por que o mercado está pagando bem“. do dia para a noite surgiram milhares de especialistas ágeis. O cara que programava em .NET ou Java no modelo tradicional (digitador de código), faz um cursinho rápido e de repente começa a desenvolver aplicações numa tecnologia que exige uma enorme bagagem conceitual. Faz tudo errado, pois não sabe realmente o que está fazendo, o projeto fracassa e ainda deixa a tecnologia com má fama. Isso aconteceu com PHP, ASP e está acontecendo com Rails.

Programar é difícil, não é um trabalho para qualquer aventureiro. É preciso estudar muito, se dedicar e principalmente, gostar! Não basta apenas estudar para conseguir uma certificação pois não garante nada. Deve-se viver a programação, participar de fóruns, contribuir com projetos open-source, discutir idéias, ser auto-crítico, ler muito, praticar, apreciar as boas práticas e abolir o que não presta…

Agilidade é propor soluções simples para os problemas

Agilidade é propor soluções simples para os problemas

Agilidade não é anarquia, não significa “sair fazendo as coisas de qualquer jeito”, dizer “não” para documentação, etc. É uma mudança de atitude, uma nova maneira de enfrentar os problemas e propor soluções simples e práticas, é ter foco, é saber fazer mais com menos, é automatizar tarefas, é estar comprometido… agilidade é atitude.

Contratamos uma consultoria para implantar Scrum

Scrum é a metodologia da moda. Assim que começou a se popularizar entre a comunidade de desenvolvedores, não demorou muito para o que vários sites e blogs se dedicassem exclusivamente na sua divulgação, apresentando benefícios, artigos, guias, exemplos, certificados para imprimir e pendurar em uma moldura na parede, etc. Logo surgiram as consultorias especializadas em adestramento treinamento e implantação de Scrum nas empresas. Um pouco de política aqui e influência ali até que a INFO Magazine publicasse uma matéria dizendo sua empresa deveria usar Scrum como solução para todos os problemas.

Mais uma vez, a falta de foco e maturidade das empresas distorcem tudo. Muitas empresas “compraram” o Scrum como a solução pronta. Bastar treinar os funcionários, comprar blocos de post-it e tudo passa a funcionar bem e gerar lucro. Pagam um curso de “gerenciamento de projetos com Scrum” para os gerentes. Depois apostam todos as fichas em um projeto “piloto”. Fazem tudo que manda o manual: reuniões diárias, planing-pocker, quadro com post-its, etc. E o projeto… fracassa!

Queimando dinheiro

Queimando dinheiro

Então quer dizer que Scrum não funciona? Foi dinheiro desperdiçado? Tanto esforço para nada? Neste caso, devo dizer que sim! Se esqueceram do processo anterior falho, funcionários pouco qualificados e dos líderes sem foco. Escolheram aqueles funcionários mais “experientes” para serem o Scrum Master. Sim, aqueles mesmos que só sabiam escrever casos de uso e diagramas UML. Se esqueceram dos valores, dos princípios, da atitude, do relacionamento com o cliente. O pensamento não mudou, o foco ainda era no processo. Depois de tanto esforço, só deram outro nome o waterfall. Não demorou muito e surgiram os papéis, artefatos, documentos… ou seja, a empresa continua cometendo os mesmos erros!

Não importa a tecnologia ou processo se não souber usá-lo corretamente! E definitivamente Scrum não pode ser encarado como mais um processo bonitinho, com seus papéis, artefatos, bla bla bla. Um processo de software que funciona é aquele onde a equipe está realmente comprometida e tem experiência acumulada para enfrentar e resolver problemas ao longo do desenvolvimento da aplicação. O processo, ou metodologia, será meramente um nome para as práticas que a equipe conhece e utiliza naturalmente.

Resumo

Não há ferramenta, metodologia ou processo que substitua a atitude e experiência de um verdadeiro desenvolvedor ágil. Estude, pratique, esteja comprometido, estude denovo, questione-se, estude novamente. Revise seu código, estude mais um pouco, e principalmente, tenha atitude! Agilidade não é metodologia, é atitude!

Remarkable, jqGrid no Rails, Heroku e Github issues

Posted by Equipe 1up4dev on abril 20, 2009

Este é o primeiro post que publicaremos semanalmente reunindo novidades sobre desenvolvimento, artigos, notícias e temas variados sobre Rails.

Remarkable 3.0

Foi lançada a nova versão do Remarkable, um framework para testes com RSpec. Dentre as novidades, estão:

  • I18n, possibilitando gerar o output das specs no seu idioma favorito fluente
  • Pending Macros, facilitando o agrupamento das specs pendentes
  • Macro stubs e mais opções de Matchers, simplificando testes com mocks

Para instalar basta um sudo gem install remarkable_rails

Saiba mais no site do Carlos Brando, lendo a documentação ou espiando o código no Github.

jqGrid no Rails

jQuery é um dos frameworks Javascript mais populares do mercado. O que esse cara fez foi juntar o jqGrid, que é um plugin muito bom para trabalhar com grids, num plugin para Rails, facilitando sua utilização.

Veja aqui um guia de utilização do plugin, a aplicação de exemplo ou confira o código no Github.

Heroku

Apesar da simplicidade do Business Bingo Generator, houve muitas “manhas” aprendidas no seu desenvolvimento. O Heroku foi uma delas, onde pudemos publicar rapidamente a aplicação. Se você quer hospedar um projeto simples feito em Rails, nós o recomendamos. O seu uso é muito simples e a incrível idéia de usar o git como interface para deploy é realmente sensacional. Basta instalar o client do Heroku, dar um “git push” e pronto: a aplicação está no ar!

Github Issue Tracker

Nova funcionalidade no GitHub para facilitar nossas vidas, permitindo informar os “bugs” nos projetos. No link acima, contém o vídeo “Introduction to GitHub Issues” para mais detalhes.

Caso já use um Issue Tracker para o seu projeto no github, você pode desabilitá-lo na seção do Features na aba Admin.

Business Bingo Generator 4

Posted by Roger Leite on abril 13, 2009

Para quem tem algum tempo de internet, é fácil notar como as piadas se repetem, ou melhor, assim como olimpíadas ou copa do mundo, re-aparecem a cada quatro anos por exemplo. Não foi diferente com a piada que recebi (novamente) a pouco tempo, o Business Bingo. O que torna a piada muito divertida é o seu alto teor sarcástico e real, foi quando pensei, porque não imprimir esta cartela e realmente testar! Foi assim que surgiu a idéia de fazer um gerador de cartelas para o Business Bingo! :D

idéia

Business Bingo! Generator

A idéia deste post, além de ajudar a divulgar o site, é ter um local central para comentários, sugestões, reclamações e elogios para o Business Bingo Generator.

Curiosidade

  • O Business Bingo, também conhecido como Buzzword Bingo, ganhou notoridade em 1994, com uma tirinha publicada do Dilbert.
  • Um dos “grandes” eventos “documentados”, foi em 1996, que alunos do MIT o usaram no discurso do vice-presidente dos EUA, Al-Gore.

Uma nota rápida a desenvolvedores

A primeira versão foi desenvolvida em dois dias, isso mesmo, dois dias e já estava em produção. Eu e o Rodrigo Panachi resolvemos implementar a idéia do “generator” para aprender na prática como funciona o Ruby on Rails. Num post futuro irei colocar mais detalhes técnicos, que apesar de ser uma aplicação muito pequena, podemos tirar proveito de grandes aulas. Para quem quiser contribuir, o Business Bingo Generator está no GitHub.